Projeto leva teatro e distribuição gratuita de fanzines a escolas de Fabriciano, Timóteo e Bugre

Coronel Fabriciano – De forma lúdica e envolvente, cerca de 1.000 estudantes da rede pública de ensino de Bugre, Coronel Fabriciano e Timóteo participaram de atividades que abordam a contribuição do povo negro para a história mundial. A ação integra o projeto “Foi o Preto que Inventou”, que apresenta aos alunos invenções, personagens históricos, expressões artísticas e avanços científicos protagonizados por pessoas negras — como o microfone, produtos para cabelo, entre outras contribuições que transformaram o mundo.

A iniciativa é idealizada pelo artista Ericlys Porto Rodrigues, de Coronel Fabriciano, e realizada por meio do Edital Ações Literárias da Política Nacional Aldir Blanc, com apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) e do Governo Federal. A produção é de Diego Martins, escritor Wallace Maciel, Design Igor Lima, ilustração de Ericlys Porto e assesssoria de imprensa de Rômulo Amaral. No elenco das visitas teatralizadas os artistas Chrika de Oliveira, Nívia Paula e Juninho Ars.

Teatro e fanzines
O projeto circulou por escolas públicas de Bugre, Coronel Fabriciano e Timóteo com visitas teatralizadas inspiradas no espetáculo “As Aventuras da Princesa Preta”, protagonizado por artistas negros, além da distribuição gratuita de fanzines ilustrados. Como forma de garantir a acessibilidade, as apresentações contaram com intérprete de Libras, ampliando o acesso de estudantes com deficiência auditiva às atividades culturais.

O principal objetivo do projeto é ressignificar a narrativa histórica sobre o povo negro. Por meio de uma abordagem lúdica e artística, a iniciativa contribuí para a reparação histórica, ampliando o repertório cultural dos estudantes e fortalecendo a identidade das novas gerações, especialmente em comunidades onde o acesso a esse tipo de conteúdo ainda é limitado.

Foram contemplados estudantes das Escolas Municipais Nerissa Marques dos Reis, em Bugre; Virgínia de Souza Reis, em Timóteo; e Padre Deolindo Coelho, em Coronel Fabriciano. Segundo o idealizador, as ações seguem em andamento. “Estamos realizando a distribuição gratuita dos fanzines ilustrados para outras escolas públicas dos municípios atendidos, ampliando o alcance da iniciativa e possibilitando que alunos e professores utilizem esse material como recurso pedagógico e cultural”, explica o responsável pelo projeto, Ericlys Porto Rodrigues.

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