O comércio nacional se prepara para a Black Friday, com a expectativa de alcançar um volume de vendas recorde de R$ 5,4 bilhões. A temporada de compras, que culmina na sexta-feira da próxima semana, dia 28, é impulsionada pela estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
A projeção da CNC indica um crescimento de 2,4% em relação ao ano anterior, quando foram movimentados R$ 5,27 bilhões, já considerando a inflação do período. A Black Friday se consolida como a quinta data mais importante para o varejo, superada apenas pelo Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais.
Os setores com maior potencial de vendas incluem hiper e supermercados, eletroeletrônicos e utilidades domésticas, móveis e eletrodomésticos, vestuário, calçados e acessórios, farmácias, perfumarias e cosméticos, além de livrarias, papelarias, informática e comunicação.
A CNC atribui o aumento nas vendas à desvalorização do dólar, à redução da inflação e ao crescimento do emprego e da renda média do trabalhador. A taxa de desemprego atingiu 5,6% no último trimestre, o menor nível em mais de duas décadas.
Entretanto, fatores como as altas taxas de juros e o endividamento das famílias podem limitar um crescimento ainda maior nas vendas. As taxas de juros para pessoas físicas atingiram o maior patamar desde 2017, e uma parcela significativa das famílias possui contas em atraso. A concorrência com o comércio internacional também exerce influência.
A CNC realizou um acompanhamento dos preços de diversos produtos, indicando potencial de descontos significativos. As categorias com maiores descontos incluem papelaria, livros, joias e bijuterias, perfumaria, utilidades domésticas, higiene pessoal e moda.
Para evitar fraudes durante a Black Friday, os consumidores devem estar atentos a descontos irreais, verificar a reputação das lojas, conferir prazos de entrega e políticas de reembolso, optar por sites seguros e conhecer o direito de arrependimento. É fundamental denunciar práticas abusivas nos canais de defesa do consumidor. Golpes com inteligência artificial também exigem atenção, com indícios como vídeos e vozes artificiais, anúncios incomuns com celebridades, mensagens formais com erros sutis e perfis falsos.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br