BRB Nega Bloqueio Bilionário de Bens Após Operação da Polícia Federal

© Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

O Banco de Brasília (BRB) negou que seus bens tenham sido bloqueados na Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A instituição financeira divulgou uma nota na noite de terça-feira, esclarecendo que a decisão judicial que determinou o bloqueio de R$ 12,2 bilhões não inclui as finanças do banco, mas sim pessoas físicas e outras empresas investigadas.

De acordo com o BRB, a 10ª Vara Federal de Brasília retificou uma decisão anterior e excluiu a instituição financeira das medidas de constrição patrimonial relacionadas à operação. O banco afirma que a nova decisão deixa claro que o bloqueio não se aplica ao BRB.

Em nota, a instituição cita a 10ª Vara Federal de Brasília: “Retifico a decisão (…) para excluir o Banco Regional de Brasília (…) das medidas de constrição patrimonial referentes ao bloqueio do montante total de R$ 12,2 bilhões de suas contas, uma vez que a eventual responsabilidade de seus dirigentes (pessoas físicas) não se confunde com a da pessoa jurídica, a qual figura como instituição financeira”.

O BRB reforçou que nenhum bem ou valor da instituição foi alvo de bloqueio, e que as medidas determinadas pela Justiça atingem apenas pessoas físicas investigadas e outras instituições mencionadas nos autos. A instituição afirma manter um compromisso com a transparência, a legalidade e o cumprimento das normas do sistema financeiro nacional.

A Justiça decretou o afastamento temporário do presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do diretor de Finanças e Controladoria do BRB, Dario Oswaldo Garcia Júnior. O governo do Distrito Federal indicou Celso Eloi de Souza Cavalhero, atual superintendente da Caixa, para presidir o banco BRB. Cavalhero substituirá Paulo Henrique Costa, que foi afastado do cargo por determinação judicial. A indicação ainda precisa ser aprovada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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