A capoeira, expressão cultural que mistura luta, música, história e ancestralidade, tem sido parte importante da vida de Janderson Lima, capoeirista que construiu sua trajetória ao longo de anos de dedicação à arte no Vale do Aço e em outras regiões do Brasil.
Janderson iniciou seu contato com a capoeira ainda na infância, por volta dos 8 ou 9 anos de idade, na cidade de Timóteo (MG). Na época, participava de um projeto realizado na Escola Capitão Egídio Lima, no bairro Bromélias, que era administrado pela Associação de Capoeira Lenço de Seda. O trabalho era conduzido pelo mestre Reginaldo Velho, que, junto com outros professores como Jean, Plínio e Tião, ajudava a formar novos praticantes da capoeira.
Após um período afastado da prática, Janderson retomou a capoeira por volta dos 20 anos de idade, voltando a treinar diretamente na Associação de Capoeira Lenço de Seda, em Acesita. Nesse período, ele aprofundou seus conhecimentos e voltou a conviver com mestres e professores que contribuíram para sua formação dentro da capoeira.

Festival de Inverno de Milho Verde, Minas Gerais. ( Foto: Arquivo pessoal )
Em 2002, participou de um grande encontro promovido pela associação, que reuniu capoeiristas de várias regiões e até participantes vindos da Itália. O evento marcou um momento importante em sua caminhada, proporcionando troca de experiências e contato com diferentes estilos e praticantes da capoeira.
A trajetória de Janderson também passou por Coronel Fabriciano, onde treinou com um grupo conduzido pelo professor Osmar, conhecido na capoeira como Tchunha. Com esse grupo, participou de diversas rodas e encontros culturais, além de experiências em outras cidades.
Entre essas experiências estão participações em rodas de capoeira em Belo Horizonte, incluindo treinos realizados no espaço do Mestre João, na Rua da Bahia. Outro momento marcante foi a viagem para Salvador, onde teve a oportunidade de participar de rodas de capoeira no Pelourinho, local considerado um dos maiores símbolos da cultura da capoeira no Brasil.
Para Janderson Lima, a capoeira representa muito mais do que uma atividade física. Segundo ele, a prática carrega valores culturais, históricos e espirituais que atravessam gerações.
“Capoeira Angola é tudo: é alimento, é cultura, é jogo e é mandinga”, afirma.
Hoje, mesmo sem atuar diretamente como professor, Janderson continua mantendo viva sua ligação com a capoeira, preservando os fundamentos e a tradição dessa arte que é reconhecida mundialmente como patrimônio cultural brasileiro.

Esse registro foi em Coronel Fabriciano, quando Janderson treinava com o Tchunha. (Foto: Arquivo pessoal)